Um Homem de Sorte – Nicholas
Sparks
Li em 3
dias – 349 páginas
Júlia ataca novamente (sqn)!
Aviso que talvez essa crítica não seja das mais imparciais. Este livro me foi
dado por um ex-namorado, no natal. Nunca ter lido me deixava com a sensação de
algo incompleto na vida. Superado o trauma de ele não ter feito uma
dedicatória, eu resolvi dar uma chance ao livro.
Segue a sinopse:
“Mas
não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografia
dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.”
“Era
estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano
atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fim
de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de
que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com
o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se
estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado
exausto.
Depois
de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas
horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (...)
Imaginava
ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um
registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo
da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para
esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à
viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele
gostava de caminhar e tinha um destino para chegar. Simples assim. Gostava de
partir quando sentia vontade, no seu próprio ritmo, para o lugar que quisesse.
Depois de passar anos cumprindo ordens no Corpo de Fuzileiros Navais, a
liberdade o atraía. (...) Até ter encontrado a fotografia, a vida de Thibault
seguia como há muito havia planejado. Ele sempre tinha um plano.”
Dei uma passada no Google
Maps:
Do Colorado até
Hampton, Carolina do Norte. Andando. É chão!
É um bom livro, porém, as
coisas demoram um pouco pra acontecer. Não sei se é um costume do Nicholas –
quando eu li Querido John também foi assim: mais de 100 páginas até ele
conhecer a Savannah. Apesar de o começo ser bem longo, gostei muito de ir ligando os pontos nos
primeiros capítulos, de como foi se desenvolvendo a história e do desfecho.
Quando as coisas começam a acontecer,
é como numa enxurrada, muita coisa atrás da outra e eu não sei bem definir as
emoções que senti. Um mix de “ai, que
ódio!”, “ah que fofo!”, “dá um murro na cara dele!”, “meu Deus, não acredito
nisso” e “awn, eles se amam”. Não
nessa ordem e tudo junto. Principalmente nos dois últimos capítulos, fiquei bem
nervosa ao ler.
Graças ao bom Deus tem um
epílogo – foi exatamente essa a minha reação ao virar a página e perceber que o
livro não tinha acabado... daquela forma. Não deixa nenhuma lacuna no final
e... o Nicholas Sparks continua matando personagens deliberadamente.
Gente, a pipoca
tá lendo!
Logan Thibault (como não
amá-lo?) é um cara de outra galáxia. Paciente, educado, gentil, trabalhador, com
um senso de dever extremo e um cara de muita, mas muita sorte mesmo. Keith
Clayton é o contrário de tudo isso. De uma família que controla a cidade
economicamente, é um cara mimado que acha que pode tudo. Elizabeth Green (ou
Beth) é a mocinha da história, leciona pra crianças e pode ser histérica às
vezes. O livro é arranjado contando a história do ponto de vista desses três
personagens principais. Também tem o Ben, filho da Beth, uma criança adorável
que prefere xadrez a videogames e a Nana, sábia avó de Beth, treinadora de
cachorros e dona do canil.
Meu personagem favorito é o
Zeus, um pastor-alemão que o próprio Logan foi buscar na Alemanha. Não
revelarei nada sobre a trama, mas garanto que quem ler se apaixonará por esse
cachorro.



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